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Da Liderança.

jan, 31
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Uma história sobre o envolvimento da Alta Direção

Em uma das primeiras certificações que conduzi, ainda na versão inicial da ISO 9001, a chefia ficou quase completamente por fora do assunto. Só assinava os cheques. “É pra ISO? Então tá bom”. Note que naquela época o foco era no chão-de-fábrica. Mas um dia ele foi a uma reunião de encerramento de auditoria e ficou surpreso com os elogios sobre o seu sistema de gestão da qualidade, que ele desconhecia…

A partir de então ele queria saber de tudo e eu, que nos dois anos anteriores não tinha passado do bom dia, boa tarde, passei a ser acionado a todo o momento. Efetivamente conseguimos fazer muito pelo sistema de gestão, mas houve o seguinte diálogo:

– Bom chefe, agora que estamos certificados vamos melhorar. Preciso que o senhor me diga o que quer e o que não quer para seu SGQ.

– Tú tá fudido comigo. Você pensa que eu vou dizer o que quero? Te vira!

Em vez de ficar aborrecido eu pensei por uns instantes e disse.

– Não se preocupe porque o senhor já resolveu a questão. Se não definir nada então não pode cobrar nada, o que eu fizer tá feito.

Ele me olhou e disse.

– Então é assim?

E eu disse

-É.

Trabalhamos juntos muitos anos e tudo sempre funcionou bem e em paz.

Os Princípios de Gestão da Qualidade definem como importante a existência de uma LIDERANÇA, que norteie a organização, mas em muitas empresas ainda existem diretores que não entendem esta necessidade. É preciso fazê-los entender que representam nas organizações o mesmo que os capitães dos navios. Eles precisam dizer, no mínimo, para onde vão, por onde vão e a que velocidade.

Talvez a falta de definição talvez tenha o mesmo motivo que tratei no artigo anterior. Se eu falar algo vou me comprometer, vou ter que dar recursos, informações e tudo o mais, ou terei que arcar com resultados insatisfatórios.

O mesmo vale para todos os níveis hierárquicos. Mesmo que você considere seu subordinado altamente qualificado, diga o que deseja e como.

Sou ainda mais restritivo. Penso que, além do que se deseja, é necessário definir o que não se deseja.

Em síntese: se você é o chefe determine e se é o subordinado pergunte. Se não obtiver uma resposta já sabe como agir.

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