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Fazer o certo ou o necessário?

fev, 25
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Algumas vezes ao ser auditado você, que conhece as normas, pode ser surpreendido pela não conformidade “encontrada” pelo auditor. Ela é baseada em uma interpretação mais do que particular.

Eu os chamo de “auditores de papel” àqueles que nunca montaram ou gerenciaram um sistema de gestão. Leram a norma, eventualmente fizeram um curso ou uma pós graduação e, sem nenhuma experiência nos processos se arvoram a auditar.

Já vi auditorias em empresas de projetos de todas as áreas de “petróleo e gás” feitas por engenheiros que, segundo eles, atuaram por TRÊS MESES em uma obra, não gostaram mas, como estavam fazendo pós se tornaram auditores.

Já vi auditor cobrando “tempo de descarte” de registros, porque a norma pedia “… tempo de retenção e descarte”.

Em uma auditoria meu estagiário estava observando e anotou diversas perguntas para me fazer como: O auditor pode dizer como ele quer que façam o documento? Pode dizer para separar o documento em partes porque cada assunto tem que ter um procedimento exclusivo?

Um instrumento, da área de telecomunicações, através de seu firmware determina o tempo. Entre outras medidas. O auditor cobrou que o instrumento fosse calibrado em laboratório acreditado, o que é impraticável, tanto a calibração quanto encontrar um laboratório para tal calibração. Atrasou meses o processo do laboratório sem necessidade.

Como agir então?

Vamos ao diálogo em que participei como gerente da qualidade, após uma auditoria de segunda parte:

– Mas chefe, estas exigências são absurdas, não tem respaldo na norma. Podemos recorrer.

– Preste a atenção: provavelmente acontece com você o que acontece comigo, você me acha um idiota, mas precisa do meu dinheiro para sustentar sua família. No meu caso, mesmo que sejam idiotas, preciso do dinheiro deles para sustentar nossas famílias. Dá para fazer o que eles pedem?

– Dá.

– Então faça.

E eu fiz, respondi e fomos felizes para sempre.

Parece que não fui só eu que ouvi estas instruções do chefe. Uma vez vi um instrumento com diversas etiquetas: calibração, verificação, validação, qualificação e aferição. Parecia um carro saindo da fábrica. Quando perguntei o porquê eles responderam que era porque cada auditor pedia uma coisa e eles resolveram atender a qualquer um que viesse.

Já questionei muito auditor, mas hoje penso que pode ser uma luta inglória e, se não tiver problema, se for só papel, alimenta-se o “auditor de papel”, mas, se impactar a certificação ou a acreditação, creio que é importante lutar pelo certo, desde que esteja certo.

Sei que a DICLA e as organizações de certificação fazem workshops de harmonização de conceitos, mas ainda assim persistem dúvidas.

Lembro que, na maior parte das vezes o auditor está certo ou pretende melhorar o processo com recomendações.

Caso alguém não saiba é possível solicitar ao auditor ou ao avaliador a discordância com os registros. Pode-se questionar o organismo de certificação ou acreditação e levar a questão ao próprio INMETRO.

Como vocês têm agido diante das interpretações duvidosas? Tem certeza de que eram duvidosas?

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