Vallim Assessoria Empresarial

Fale Conosco

Informações de Contato

  • (21) 3083-4621 | (21) 2473-0600 (21) 98111-6849

  • comercial@vallim.eng.br

  • 08.00 às 17.00
    Segunda - Sexta

Das Eminências Pardas.

mar, 11
0

Ao longo do tempo, para facilitar as implantações de sistemas de gestão, dividi o público interno em três grupos: “chão-de-fábrica”, “média gerência” e “direção”. Estas definições não são exclusivas para fábrica. Foram adotadas para diversos tipos de organização, independentemente do resultado do processo.

Chão-de-fábrica se refere ao pessoal exclusivamente operacional. Qual o objetivo? Definir aqueles que atuam sem ações de gestão, mas, que possuem a inteligência dos processos. Sabem o que dá certo e o que dá errado. O que se pode e o que não se pode fazer. Qual seu diferencial? São predominantemente operacionais! Como não tem cargos de gestão, pouco ou nada influenciam na gestão, mas dominam como ninguém a operação. Em geral, uma vez qualificados e treinados, acatam integralmente o sistema de gestão apresentado.

Direção se refere àqueles com objetivos estratégicos globais. Têm a visão ampla dos processos. É qualificado e entende plenamente a necessidade do sistema de gestão estruturado. Acatam plenamente o SG, desde que não lhes sejam atribuídas muitas tarefas operacionais.

Inverti a ordem propositalmente porque o termo “média gerência” é um misto dos dois grupos anteriores, adicionado com pontos positivos e negativos, em função da política da empresa.

Média gerência se refere ao grupo de chefias intermediárias que, por possuírem um domínio sobre áreas e pessoal age, nos maus aspectos, como um senhor feudal. Minha área ninguém toca! Isto se dá em função de diversos fatores potenciais: a pouca formação, a insegurança psicológica ou oriunda da própria empresa, etc. Nos bons aspectos a média gerência está segura de sua posição e entende que sua área é uma peça de uma engrenagem maior e precisa se integrar. Precisa dos resultados do processo anterior como insumo e tem que fornecer bons produtos para o processo subsequente.

Conhecidos os jogadores precisamos conhecer um coringa, que pode estar em qualquer um dos grupos, ou em todos.

Uma éminence grise (francês para “eminência parda“) é um poderoso assessor ou conselheiro que atua “nos bastidores” ou na qualidade não-pública ou não-oficial.

Encontrei eminências pardas de todos os tipos em diversas áreas. Quero ressaltar que existe eminência parda do bem, aquela que efetivamente atua com competência para proteger a organização. Existe a eminência parda ingênua, aquela a quem, em geral, por falta de conhecimento ou visão global, pensando estar fazendo o bem bloqueia qualquer mudança. “senta em cima” de seu processo e se recusa a aventar a possibilidade de mudança e, por fim, obviamente, existe a “eminência parda do mal”, aquela que não se importa com a empresa. Coloca seus interesses em primeiro plano. Faz intriga, ressalta informações de forma seletiva, omitindo informações relevantes que, ao seu ver, lhe afetem negativamente e ressalta informações que afetem seus negativamente oponentes.

Alguns dos exemplos de eminência parda mais comuns são parentes, colegas de faculdade, funcionários antigos.

Os parentes exercem um poder virtual nos colegas e subordinados. Nem sempre se sabe o efeito de suas palavras nos seus superiores, mas, na dúvida, é melhor não se arriscar.

Os colegas de faculdade usam a intimidade que tiveram no passado para usá-la no presente. Pela similaridade de formação a direção tende a ouvi-lo como uma opinião de peso.

Os funcionários antigos têm um papel importante por serem os portadores da cultura da empresa. O que se faz de bom ou ruim é transmitido através dos tempos (veja a experiência dos cinco macacos). Dentre estes é comum estar a chefia efetiva. Chefia efetiva é aquela que, embora exista um chefe nominal, comanda a área.

Dada a variedade de personagens, como implantar um sistema de gestão?

Os responsáveis pela implantação dos sistemas de gestão devem identificar os personagens, enquadrá-los em cada uma das classificações acima ou novas classificações e, por fim, tratar cada um a seu modo. Ouvir muito o chão-de-fábrica, não ameaçar a média gerência, manter a alta direção bem informada e, ser seletivo com suas atividades operacionais. Quanto às eminências pardas, após identificá-las, devem detalhar os benefícios para a organização, o que e como, para os “do bem” e os “ingênuos” e, para os “do mal” detalhar os benefícios que eles terão ao adotar as práticas do sistema de gestão.

As chefias devem identificar as eminências pardas e gerenciá-las: eliminar suas influências negativas, filtrar suas opiniões e, principalmente, não as utilizar como única fonte de informação.

Você já identificou eminências pardas? Como lidou com elas? Participe.

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão identificados por *