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Acreditação de laboratórios e suas implicações (Parte III)

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maio, 04
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Agora você tem o seu certificado. Seus problemas acabaram! Acabaram? Não! Agora vem a parte mais difícil, demonstrar que o Sistema de Gestão (SG)foi implementado com eficiência, está mantido e, principalmente, como lidar com as novas realidades.

É crença comum que a primeira avaliação é a mais crítica, mas não é verdade. Na primeira avaliação todos estão envolvidos, motivados, recém treinados e alertas para a criação do SG. Como não existe maturidade os processos rodaram pouco, resultando em um histórico pobre, implicando indicadores sem tendências definidas, poucas situações de riscos e, obviamente, poucas oportunidades para situações não conformes.

A crença de que receber o certificado é o fim do processo leva a um relaxamento, uma desmobilização que, a partir da segunda avaliação, pode comprometer a Acreditação. Seguem alguns exemplos:

Rotatividade de pessoal – Como foi mencionado nos artigos anteriores, a manutenção do SG não requer indivíduos com um grau de expertise elevado. O perfil é necessário apenas para situações específicas como auditorias, análises críticas e ações relacionadas. Seja por remanejamento ou demissão, o quadro de envolvidos com a Acreditação é, normalmente, reduzido após ser recebido o certificado. Esta condição pode levar à perda da memória do SG, o que acarreta descontinuidade de ações, ou documentos, e/ou em sua duplicação. Como resultado, na avaliação seguinte, aparecem lacunas ou evidência de ineficácia.

Afastamento da Gerência – A versão 2005 da NBR ISO/IEC 17025, com a pseudo-compartimentalização das gerências, permitia situações, que evidenciei mais de uma vez, onde a área técnica ficava isolada, seguindo procedimentos particulares, fora do SG acreditado. O afastamento nem sempre se dá por distância física, mas sim pela ideia de que todos sabiam o que fazer – Isto é comum quando não se avalia a eficácia do treinamento, ou seja, verificar se as instruções apresentadas nos treinamentos foram colocadas em prática. A versão 2017 da norma, com o reforço da ideia de que todos estão envolvidos deve sanar este problema.

Falta de controle – Mais do que burocracia, os indicadores são essenciais para o norteamento das ações de todos. Um funcionário atento pode identificar para onde se encaminha a empresa onde trabalha e até redefinir o seu futuro. Para as gerências então é fundamental o uso de indicadores, mas, se colocados como uma exigência burocrática, todos podem ser pegos de surpresa.

Visão burocrática – Tratar o SG como um aglomerado de burocracias é um erro. Perda de recursos de todos os tipos. Por exemplo: duas das ferramentas mais importantes para o sucesso das organizações são as auditorias e as análises críticas pela gerência. Em muitas organizações estas atividades são tratadas como um requisito burocrático da norma, não sendo aproveitadas as oportunidades para saber como está funcionando o SG e o que pode ser feito para melhorar.

No próximo artigo serão tratadas as soluções para manter a eficiência dos Sistemas de Gestão.

(Continua)

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