Sua versão do navegador está desatualizado. Recomendamos que você atualize seu navegador para uma versão mais recente.

Acreditação de laboratórios e suas implicações (Parte V)

Postado 2018/05/13

Quando se fala em acreditação (ISO/IEC 17025) ou em certificação (ISO 9001) é comum o desdém. Muitos pensam que as normas são apenas um monte de burocracia inútil e só as adotam porque algum cliente pediu. É uma espécie de “efeito Tostines” - É mal compreendido porque foi mal implantado ou foi mal implantado porque foi mal compreendido.

Nos textos anteriores procurei chamar a atenção para a importância do uso de pessoal competente para a implantação de sistemas de gestão, apoiando o pessoal que entende dos processos da empresa, e assim criar um Sistema de Gestão (SG) com o melhor das duas partes. Agora vamos tratar de como um sistema bem implementado pode ser eficaz sem ser burocrático.

Duas das mais importantes ferramentas para garantir a eficácia dos SG são as auditorias e as análises críticas pela direção. Enquanto as auditorias coletam informações sobre o SG, as análises críticas avaliam a pertinências dos parâmetros estabelecidos pela direção.

A eficácia das auditorias inicia com a competência dos auditores, que devem ser realmente qualificados para a função - Quando o auditor não é qualificado a auditoria é apenas o cumprimento inútil de uma formalidade - É preciso também que tenham sido bem definidos os parâmetros de conformidade e a política da organização. Estas definições permitem aos auditores competentes entender a organização, evidenciar a eficácia do SG e mais, identificar oportunidades de melhoria por adição ou exclusão de itens.

Auditores competentes sabem como avaliar processos, riscos e oportunidades associadas, confirmando a eficácia dos índices e dos indicadores da organização.

Um relatório de auditoria deve ser rico em detalhes, para apresentar à direção um panorama completo da organização e permitir a avaliação eficaz do SG, de forma simples e objetiva.

Relatórios de auditoria são feitos para serem usados pela direção da organização. Se faltar informação, se for prolixo ou se apresentar informações inadequadas foi mal feito, é inútil.

Por fim, a análise crítica pela direção. Se o SG foi implantado de forma adequada, foram definidos requisitos de conformidade, política, indicadores e índices. Com um relatório de auditorias bem elaborado, além de outros documentos, pertinentes, a direção pode fazer uma avaliação eficaz, considerando ainda riscos e oportunidades à organização.