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Dr. José Corsino Filho Faleceu. | VAE

mar, 18
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Neste mundo de tantas celebridades quem conheceu o Juca? o Corsininho? o Corsino? o Dr. José Corsino? Quem foi aos seus passeios? Nos seus almoços? No seu consultório?

            Sempre brincalhão, dizia que seu registro de nascimento já foi confuso. Seu pai se chamava José Corsino de Andrade. O Andrade sumiu do seu nome, mas a família não. O mais novo de oito filhos de Dona Sinhá partiu, de sua infância pobre na zona da mata de Minas Gerais para o curso de medicina no Rio de Janeiro em uma viagem peculiar, contada em livro e filme “Eu estava lá”. No filme ele conta, entre outras coisas, como sobreviveu à Hanseníase.

Após se formar foi para Acari, atuar como médico onde ficou até o mês passado, quando o corpo não aguentou e teve que parar.

Enquanto muitos falam de Acari ele estava lá, e ficou por mais de cinquenta anos, atendendo a todos. Em alguns casos ele atendeu a quatro gerações da família. Era o médico de referência de todos.

Muitos iam ao consultório de receita na mão, e perguntavam: o médico da UPA mandou tomar este remédio, posso tomar? Outros iam só para bater papo, 9h o café no bar da esquina, uma banana na barraquinha e mais uma jornada. O almoço da quarta-feira era concorrido. Onde ele estivesse tinha um grupo de amigos.

Falar sobre o Corsino dá um livro. Teve a fase das viagens, das idas a Conservatória, da Colônia São Thiago, das Serestas do Marco Aurélio e muito mais.

Nos seus cinquenta anos, um angu à baiana, foram mais de 300 participantes. Tinha ministro sentado ao lado de quem lavava seu carro. Com o Corsino as coisas eram simples. Em seus setenta anos, na dúvida sobre quem conduziria as comemorações, ele optou por um culto ecumênico, celebrados por padre, pastor e pai de santo.

Porque o Corsino é minha celebridade? Porque em um blog de Gestão?

Vamos começar com a Dona Sinhá, sua mãe. Oito filhos que algumas vezes se alternavam para estudar, um ano em casa e outro na escola para dar a vez a outro. No fim, todos fizeram curso superior. Seus filhos foram juiz, médico, promotor, advogados e professores. Ela manteve o foco e atingiu a sua meta, que se propagou. Os filhos dos filhos têm papel de destaque como desembargador, defensor público, educadores, entre outros (oito filhos, cada um teve, pelo menos dois…).

O Corsino, depois de quase morrer, veja o filme, batalhou e se tornou médico. Dedicou-se com afinco à profissão. De forma humilde, sempre atuou no Subúrbio, estabelecendo sua meta. Como diretor do posto de saúde de Guadalupe, entre outras melhorias, instituiu funcionamento aos sábados para aumentar a capacidade de atendimento. Todos os sábados lá estava ele a postos. Pela sua capacidade demonstrada como diretor foi chamado para ser secretário de saúde do Estado do Rio de Janeiro recusou ao saber que teria apenas papel político.

Minha celebridade não ficou no discurso, trabalhou. Não viu de longe, sempre esteve junto. Não esperou que fizessem, fez. Não se deslumbrou. Viveu uma vida simples, mas cheia de realizações e amigos.

Ele nos mostrou que é possível agir com competência, de forma justa e honesta, em benefício do povo. Basta partir das palavras para a ação. A maioria dos que leram este texto não conhecem o Corsino mas quem é de Acari conhece.

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